sexta-feira, 22 de maio de 2009

Repensar o MEIO, Valorizar o AMBIENTE

Muito se fala em Meio Ambiente e desenvolvimento sustentável nos dias de hoje. Esta é a preocupação principal neste início de século, sendo de extrema importância para a manutenção da qualidade de vida não só em nossas comunidades, mas em todo o mundo.


Junto à necessidade de valorizar o ambiente e sua preservação/conservação temos também a necessidade de repensar o nosso meio, o meio em que vivemos. Repensar nossos modelos de desenvolvimento e o que podemos fazer, efetivamente, para melhorar o nosso meio ambiente (hoje tão degradado e ameaçado pelo maior parasita do mundo: o ser humano).

Lembro-me de um exemplo muito interessante dado em uma aula de ecologia que tive, o exemplo do mutualismo existente entre as “formigas vaqueiras” e os pulgões. Essas formigas se alimentam de um líquido que os pulgões expelem enquanto estes se alimentam da seiva das plantas. Estas formigas sabem que dependem dos pulgões para se alimentarem e acabam por defenderem os bichinhos montando verdadeiras fazendas comunitárias. Chegam a carregar esses pulgões de um lado para outro os levando onde o alimento é mais abundante, cuidando de seus “colaboradores” pulgões.

Nós, seres humanos, temos muito que aprender com essas formigas. Esgotamos recursos naturais para nosso conforto e não cuidamos da natureza que nos proporciona esses recursos, não zelamos por aquela que é nossa amiga, colaboradora, parceira: a mãe terra. Deixamos lixo espalhado pelas ruas e estradas, nos campos ou em qualquer parte em que vamos, poluímos rios e córregos com o efluente de lavadores de carros, cortamos árvores indiscriminadamente para vender a madeira ou fazer carvão, lançamos esgotos sanitários e industriais em cursos d’água e mais um sem número de agreções ao meio ambiente. Nos consideramos tão inteligentes e avançados, mas destruímos nosso lar.

Temos que nos conscientizar, ter uma atitude pró-ativa frente a necessidade de melhorar nossa qualidade ambiental, repensando o meio em que vivemos, nossa casa, nosso bairro, nossa cidade, valorizando o meio ambiente. Isso tem que partir de mim, de você, de todos, para que alcancemos o maior de todos os avanços: O avanço na Preservação do Meio Ambiente e da sua Sustentação.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Resíduo nosso de cada dia III

Disposição correta de pilhas e baterias

As pilhas comuns e alcalinas, utilizadas em vários tipos de produtos eletrônicos, podem ser descartadas no lixo comum, isso sem causar qualquer dano a saúde e ao meio ambiente, conforme determiado na Resolução CONAMA 257/99.
Dessa forma essas pilhas não precisam ser recolhidas e nem depositadas em aterros especiais. Isto porque os fabricantes nacionais e os importadores legalizados já comercializam no mercado brasileiro pilhas que atendem perfeitamente as determinações do CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente – no que diz respeito aos limites máximos de metais pesados em suas constituições.Podem ser descartadas no lixo doméstico as pilhas/baterias de:
- Níquel-Metal-Hidreto (NiMH) - utilizadas por celulares, telefones sem fio, filmadoras e notebook;
- Íon-de-Lítio - utilizadas em celulares e notebook;
- Zinco-Ar - utilizadas em aparelhos auditivos;
- Lítio - Equipamentos fotográficos, agendas eletrônicas, calculadoras, filmadoras, relógios, computadores, notebook, videocassete.
Também podemos dispor em aterros a pilhas especiais tipo botão e miniatura (aquelas utilizadas em equipamentos fotográficos, agendas eletrônicas, calculadoras, filmadoras, relógios e sistemas de segurança e alarmes).
Portanto, só devem ser encaminhadas aos fabricantes e importadores, desde 22 de julho de 2000, as pilhas/baterias de:
- níquel-cádmio - utilizadas por celulares, telefones sem fio e alguns aparelhos que usam sistemas recarregáveis.
- chumbo-ácido - utilizadas em veículos (baterias de carro) e pelas indústrias (comercializadas diretamente entre os fabricantes e as indústrias) e, além de algumas filmadoras mais antigas.
Essas baterias já possuem um sistema de recolhimento e reciclagem;
- óxido de mercúrio - utilizadas em instrumentos de navegação e aparelhos de instrumentação e controle (são pilhas especiais que não são facilmente encontradas no comércio).

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O Resíduo nosso de cada dia II

Perfil do lixo brasileiro

Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.

A cada ano no Brasil são desperdiçados R$ 4,6 bilhões por não reciclarmos tudo o que poderíamos.

Mesmo o Brasil sendo considerado um grande reciclador de alumínio, pouco é reciclado ou reaproveitado de plástico, latas de ferro, pneus, vidros, entre outros materiais.

Alguns dados do lixo gerado nas grandes cidades brasileiras:

- 39%: papel e papelão
- 16%: metais ferrosos
- 15%: vidro
- 8%: rejeito
- 7%: plástico filme
- 2%: embalagens longa vida

Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado!
Isso se dá provavelmente pelo fato de ser mais fácil jogar o lixo em aterros do que encaminhá-los para usinas de reciclagem. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil produz, em média, 90 milhões de toneladas de lixo por ano, sendo que cada brasileiro gera, aproximadamente, 500 gramas de lixo ao dia, esse volume pode chegar a mais de 1 kg, isso dependendo do poder aquisitivo e do local onde a pessoa mora.

Sites para consulta:

http://www.ambientebrasil.com.br
http://www.brazil-brasil.com
http://www.ajudabrasil.org.br
http://www.ibge.gov.br

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O resíduo nosso de cada dia I

Muitos estudiosos concordam que a quantidade de resíduos produzidos no mundo tem associação direta ao grau de desenvolvimento do país que o produziu. Quanto mais rica a nação, mais “lixo” ela produz. Não é a toa que se estima que o país mais rico do mundo (EUA) é o maior produtor de resíduos, produzindo em média meia tonelada de rejeitos por habitante a cada ano. Mais da metade de todo o lixo produzido no mundo é oriundo de países desenvolvidos.
Por ano são descartadas em média:
◊ 2,5 bilhões de fraldas pelos britânicos;
◊ 30 milhões de câmeras fotográficas descartáveis pelos japoneses;
◊ 183 milhões de lâminas de barbear;
◊ 350 milhões de latas de spray;
◊ 2,7 bilhões de pilhas e baterias pelos norte-americanos;
Até as indústrias mais ricas produzem mais rejeitos em seus processos produtivos. A cada cem quilos de produtos manufaturados, são criados 3.200 quilos de lixo nos Estados Unidos (dados da Organização Indiana Centre for Science and Environment – CSE). Conclui-se que os países ricos, na verdade, produzem mais resíduos do que bens de consumo. Eis a necessidade de rever nossos padrões de desenvolvimento econômico, buscando sustentabilidade e um consumo mais consciente.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

CIBAPAR

CIBAPAR promove reunião para lançamento de projeto para mobilização e gestão compartilhada da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba

O CIBAPAR – Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba - está desenvolvendo um novo projeto: “Mobilização Social para o fortalecimento da Gestão compartilhada das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba”.
“O projeto traz em seu escopo uma série de atividades, dentre as quais o levantamento histórico, cultural, artístico, das belezas e dos aspectos/impactos naturais/ambientais. Além disso, a Expedição ao Rio Paraopeba foi incluída no Projeto de Extensão da PUC-Betim e há um grupo de estagiários trabalhando espalhados pelas sub-bacias que compõem o rio Paraopeba, com o objetivo de elaborar um diagnóstico das sub-bacias para ser entregue, simbolicamente, aos navegadores que estiverem descendo o rio Paraopeba, nas paradas festivas em setembro.” Nos informou Lenice Neves Guimarães, Secretaria Executiva do CBH - Paraopeba.
Nesse sentido no dia 25 de abril de 2009 foi realizada uma primeira reunião para que os agentes municipais, sociedade civil organizada e demais interessados pudessem apresentar a sub-bacia de seu ponto de vista e promover um debate sobre os principais problemas e a conservação desses mananciais assim como as principais dificuldades na gestão e conservação desses recursos hídricos.A reunião aconteceu no Horto Florestal de Sarzedo e contou com a participação de 16 pessoas representando os municípios de Brumadinho, Sarzedo, Rio Manso, Betim, Ibirité e Juatuba, além de alunos do curso de Ciências Biológicas da PUC – Betim.
Brumadinho foi representado pelo associado da ASMAP/Jornal Tribuna do Paraopeba Douglas Maciel, Cleison Morais Pinto e Alyson Costa que discorreram sobre os principais problemas das sub-bacias do Rio Paraopeba, principalmente sobre o Rio Manso até sua foz e das principais dificuldades para a conservação das sub-bacias no município de Brumadinho.
Foram colocadas pelos demais participantes a situação atual e as carências no que diz respeito à conservação e administração pública dos ribeirões Serra Azul em juatuba, Rio Manso que abrange os municípios de Rio Manso e Brumadinho, Ribeirão Ibirité em Ibirité e Ribeirão Sarzedo no município de Sarzedo.
Temos que salientar a importância deste projeto para o estudo dessas sub-bacias e um melhor conhecimento da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba, assim como seus aspectos econômicos e culturais a fim de desenvolver melhores instrumentos de gestão em busca da sustentabilidade dos recursos hídricos não só em nosso município mas em toda a Bacia Hidrográfica do Paraopeba.